O juiz Douglas Marcel Peres, da 4ª Vara de Fazenda Pública, recebeu, na tarde desta quinta-feira (10), um abaixo-assinado contendo 11,6 mil nomes pedindo a reabertura da Pedreira Paulo Leminski. A entrega aconteceu durante encontro com integrantes da campanha A Pedreira é Nossa!. “O juiz nos informou que irá anexar o documento aos autos do processo e explicou que já convocou, para fevereiro, uma audiência para ouvir as partes envolvidas”, afirma o vereador Jonny Stica (PT).
O parlamentar explica que o magistrado pretende ouvir moradores, produtores, Ministério Público e a Fundação Cultural de Curitiba sobre uma minuta contendo um acordo elaborado em julho, após reuniões encabeçadas pelos participantes da campanha. “Isso evidencia a validade de nossos esforços para colocar todos numa mesma mesa e chegar a um entendimento. Estou esperançoso que dessa audiência saia uma decisão que reabra a Pedreira novamente para eventos culturais”, diz Stica.
Entre outras coisas, a minuta do acordo estabelece horários limites para funcionamento do espaço (0h para dias da semana e 1h para finais de semana), além de multas para quem desobedecer as regras estipuladas.
As 11,6 mil assinaturas foram recolhidas através do site da campanha (www.apedreiraenossa.com.br), que está no ar desde maio e que continuará a receber assinaturas.Alguns nomes foram retirados da lista entregue ao juiz por não terem colocado alguma informação.
O recém-reunido Faith No More não demorou para anunciar uma expansão em sua passagem pelo Brasil, em novembro próximo. Além da capital paulista, a banda passará por Porto Alegre, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.Mas nada de Curitiba! Precisamos da Pedreira Paulo Leminski reaberta urgentemente, ou vamos amargar a perda de muitos outros shows.
Reportagem do jornalista Filipi Oliveira na rádio CBN sobre o que falta para termos de volta a Pedreira Paulo Leminski, citando a campanha e o abaixo assinado, que hoje atingiu 11,6 mil assinaturas.
Duas reuniões realizadas ontem (28/07) e hoje (29/07) serviram para a definição de um acordo prévio entre a Fundação Cultural de Curitiba (FCC), produtores artísticos e a Associação de Moradores do Abranches (AMADA). Os encontros aconteceram na sede da FCC e reuniram o vereador Jonny Stica, o presidente da FCC, Paulino Viapianna, a diretora de ação cultural do órgão, Lucy Daros, o procurador do município Héliomar de Freitas, diversos produtores artísticos da cidade e o representante da AMADA, João Carlos Flor.
Durante os encontros, foram definidos termos para uma nova regulamentação da Pedreira, como, por exemplo, os órgãos responsáveis pela fiscalização do local, novos horários de funcionamento e as multas em caso de não cumprimento das normas. Também foram apresentadas ideias para a revitalização da Pedreira.
Após análise das partes e ratificação dos termos, a proposta de novas regras será entregue ao Ministério Público do Paraná, que é o autor de uma ação civil pública que inviabilizou a utilização da Pedreira Paulo Leminski para grandes produções e que aguarda um pedido de perícia técnica no local para tomar uma posição.